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As Motos Mais Vendidas do Brasil por Região em 2026

O ranking nacional de motos mais vendidas esconde diferenças importantes entre as regiões do Brasil. Enquanto Norte e Nordeste priorizam motos utilitárias de baixa cilindrada, Sudeste e Sul veem crescer a preferência por scooters automáticos e modelos de cilindrada média. Entenda o perfil de consumo de cada região e o que isso significa na hora de comprar sua moto.

Por Equipe Buscamoto

As Motos Mais Vendidas do Brasil por Região em 2026

Como o perfil de compra muda entre Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul

O ranking nacional de motos mais vendidas — hoje liderado disparadamente pela Honda CG 160 — esconde diferenças importantes quando se olha o país região por região. Embora a Fenabrave não divulgue publicamente um ranking oficial detalhado por estado, os dados regionais e as análises do setor mostram padrões de consumo bem distintos entre as regiões brasileiras.

O panorama nacional em 2026

O mercado de motocicletas segue em forte expansão no Brasil. No primeiro semestre de 2026, foram emplacadas 1.174.459 motocicletas em todo o país, um crescimento de 14,1% em relação ao mesmo período de 2025. A Honda segue com folga na liderança nacional, respondendo por cerca de 65,7% de todas as motos vendidas no semestre, seguida pela Yamaha, com aproximadamente 13,7% de participação.

Mas esse domínio da Honda — e o perfil dos modelos mais vendidos — não é uniforme pelo país. Ele varia bastante conforme a região.

Norte e Nordeste: motos utilitárias de baixa cilindrada dominam ainda mais

Nas regiões Norte e Nordeste, motos utilitárias e de baixa cilindrada — como Pop 110i, CG 160 Fan e Biz — têm um peso ainda maior do que sugere o ranking nacional. O motivo é o perfil de uso: nessas regiões, a moto costuma ser o principal (às vezes único) meio de transporte da família, além de ferramenta de trabalho para entregadores e prestadores de serviço.

Marcas como a Avelloz também vêm ganhando destaque especial nessas regiões, se consolidando como opção de entrada para quem busca preço mais acessível sem abrir mão da robustez.

Perfil típico do comprador: foco em economia, baixo custo de manutenção e durabilidade — a moto precisa "aguentar" estradas de qualidade irregular e uso intenso no dia a dia.

Centro-Oeste: equilíbrio entre uso urbano e rural

O Centro-Oeste tende a equilibrar dois perfis de consumo: motos utilitárias para uso urbano nas capitais (como Goiânia, Cuiabá e Campo Grande) e modelos com mais robustez para estradas de terra e áreas rurais, como as motos trail/adventure de entrada (XRE 190, Bros 160). A forte presença do agronegócio na região também impulsiona a demanda por modelos mais versáteis, capazes de rodar tanto na cidade quanto em estradas de chão.

Sudeste e Sul: scooters automáticos e motos médias ganham espaço

Já nas regiões Sudeste e Sul — especialmente em capitais com trânsito mais pesado, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre — os scooters automáticos (como PCX 160, Elite 125 e Aerox 160) e motos de cilindrada média (como CB 300F Twister e Fazer 250) ganham participação relevante frente à média nacional.

Isso acontece porque o perfil do consumidor nessas regiões costuma valorizar mais conforto, praticidade no trânsito urbano (câmbio automático) e, em alguns casos, um upgrade de cilindrada para uso em rodovias e viagens de fim de semana.

Perfil típico do comprador: trânsito intenso favorece a praticidade dos automáticos, e a renda média mais alta permite migrar para modelos de maior cilindrada.

Resumo comparativo por região

Região Perfil dominante Modelos em destaque Norte Utilitárias baixa cilindrada Pop 110i, CG 160 Fan, Biz Nordeste Utilitárias baixa cilindrada Pop 110i, CG 160 Fan, Biz, Avelloz Centro-Oeste Equilíbrio urbano/rural CG 160, XRE 190, Bros 160 Sudeste Scooters e cilindrada média PCX 160, CB 300F Twister, Elite 125 Sul Scooters e cilindrada média Aerox 160, Fazer 250, PCX 160

Observação: esta tabela reflete tendências regionais identificadas por análises do setor, não um ranking oficial estado a estado — a Fenabrave não publica esse recorte de forma pública e detalhada.

Por que essa diferença regional importa na hora de comprar

Entender o padrão de consumo da sua região pode ajudar bastante na decisão de compra — e principalmente na revenda futura. Uma moto muito popular no Sudeste pode não ter a mesma liquidez de revenda no Norte, e vice-versa. Antes de comprar, vale considerar:

  • Disponibilidade de assistência técnica e peças na sua cidade para aquele modelo específico

  • Perfil de uso predominante na região (urbano, rural, trabalho, lazer)

  • Facilidade de revenda — modelos populares na sua região tendem a vender mais rápido

  • Qualidade das estradas locais — regiões com estradas mais irregulares tendem a favorecer motos mais robustas

Perguntas frequentes

A Honda CG 160 é a mais vendida em todas as regiões do Brasil? Sim, de forma geral a CG 160 lidera nacionalmente e mantém boa participação em todas as regiões, mas seu percentual de domínio varia — sendo ainda mais forte no Norte e Nordeste, onde motos utilitárias têm peso maior no mercado.

Por que scooters vendem mais no Sul e Sudeste? O trânsito mais intenso nas grandes capitais dessas regiões favorece o câmbio automático dos scooters, que facilita a condução em engarrafamentos. Além disso, a renda média mais alta nessas regiões permite ao consumidor buscar mais conforto na escolha do modelo.

Existe ranking oficial de motos mais vendidas por estado? A Fenabrave não divulga publicamente, de forma consistente, um ranking detalhado modelo a modelo por estado — apenas dados nacionais e, ocasionalmente, por região. As tendências regionais apresentadas aqui são baseadas em análises do setor e no comportamento observado de mercado.


Artigo atualizado em julho de 2026, com base em dados da Fenabrave (nível nacional) e análises regionais do setor automotivo.

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